Estimulação de bebês - sugestões e orientações

Fabiana Leme de Oliveira

Foto: Bebê segurando o brinquedo na boca
Foto: Bebê segurando o brinquedo na boca

Quando falamos sobre aprendizagem,  a primeira infância está relacionada à plasticidade do cérebro. O que significa que os primeiros anos de vida representam a fase de maior abertura e absorção para se aprender coisas novas. 

As experiências vivenciadas nessa fase farão toral diferença no desenvolvimento do indivíduo e se o bebê apresentar algumas deficiência, a estimulação é fundamental para o desenvolvimento mais amplo das potencialidades;


Pensando nisso, separamos algumas orientações para familiares e educadores ampliarem a estimulação de crianças até os 3 anos de vida. Lembre-se sempre que cada criança é única e as fases do desenvolvimento precisam ser consideradas.

Foto: Bebê segurando dedo de uma mulher que fala com ele
Foto: Bebê segurando dedo de uma mulher que fala com ele

Linguagem

  • Aproveite as situações comuns do dia a dia para nomear pessoas e objetos: na hora do banho, da alimentação e no passeio no parque;
  • Ao falar, olhe diretamente para o bebê, observe suas reações e intenção comunicativa;
  • Se o bebê for surdo, utilize a Libras desde pequeno. Por exemplo se você for mostrar o cachorro, sinalize "cachorro" e oralize a palavra e depois aponte na direção. Continuar falando com o bebê vai auxiliar na aprendizagem da leitura labial no futuro;
  • Se o bebê apresentar alguma dificuldade visual procure falar com o ele sempre mantendo o toque como referência que você está perto;
Foto: Bebê em pé, dentro de uma caixa de papelão
Foto: Bebê em pé, dentro de uma caixa de papelão

Coordenação motora

  • Todas as etapas do desenvolvimento da coordenação motora são muito importantes, explorar o sentar, engatinhar e as primeiras tentativas de caminhar trazem um amplo desenvolvimento ao individuo. Evite antecipar essas fases com o uso de andadores, por exemplo.
  • Caso o bebê apresente alguma deficiência física, solicite orientações ao fisioterapeuta para que você possa posicionar e estimular também em casa e na escola;
  • Manusear diferentes materiais e com diferentes texturas ampliam as habilidades motoras. Não é necessário ter objetos caros, tampas, potes vazios, colheres de pau, areia, bolas de diversos tamanhos já são suficientes para uma série de brincadeiras;
  • Permita que a criança brinque! Explorar o ambiente, subir e descer de obstáculos e brincar dentro de caixas de papelão podem ser ótimos estímulos. 
  • Não se esqueça de verificar as questões referentes a segurança, pois nessa faixa etária os bebês não diferenciam situações perigosas.

Uso de eletrônicos

Sim, essa geração já é capaz, desde muito cedo, a operar vários equipamentos eletrônicos e hoje no mercado temos a disposição vários jogos e programas educativos. 

Mas nenhum deles substitui a relação entre o bebê e você.

Foto: menina brincando com tablet
Foto: menina brincando com tablet

Brinque! E quando pensar em como estimular seu bebê.... Brinque mais! Através das brincadeiras estimule o faz de conta, a autonomia, a linguagem e a coordenação motora. Nenhum jogo eletrônico irá substituir a interação. Além disso, estar junto vai proporcionar um desenvolvimento emocional mais saudável.

Se o o bebê apresentar dificuldades na interação social, comece a brincadeira a partir dos interesses dele. 

Por exemplo, abrir e fechar portas dos armários. Vá junto, comece a dar significado a essa ação, invente uma brincadeira como:

- Vamos fechar a porta, vou contar 1, 2, 3 e já!! e então você fecha a porta. Inicialmente o bebê pode não perceber a relação, incentive que ele entre na brincadeira e imite seus gestos. pode ser um início de interação;

E você, têm alguma dúvida, aproveite os comentários aqui abaixo e escreva;

Até o próximo artigo e aproveite para conhecer no INCLUzap.

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