Qual é a Filosofia da Educação Inclusiva?

Fabiana Leme de Oliveira

Menino em cadeira de rodas dá a mão para uma menina em pe´a sua frente
Menino em cadeira de rodas dá a mão para uma menina em pe´a sua frente

Esta é uma pergunta muito frequente no meu dia a dia. Pais, familiares, professores, comunidade em geral e até mesmo eu, muitas vezes, me pergunto: 

Qual é a filosofia da Educação Inclusiva?

Minha intenção neste artigo não é apenas trazer os pontos positivos ou negativos mas é pensar: Qual é a essência, a importância da Educação Inclusiva?

Esta é a pergunta mais importante. Ainda vivemos um paradigma de exclusão, onde  as pessoas se adequam aos espaços e as metodologias ou sua presença é incômoda.

Ninguém pergunta se a escola é o lugar de uma criança típica mas quando temos uma criança com deficiência ou com transtorno do espectro autista esta é uma pergunta comum.

Ainda não fazemos inclusão, ainda não é possível avaliar se "dá certo" ou não.

Só poderemos avaliar com propriedade quando todos os setores sociais cumprirem seu papel. A escola não é o único local que deve ser inclusivo.

As condições sociais, o acesso à saúde, a parceria escola e família, as condições de trabalho dos profissionais da educação e o acesso aos recursos de acessibilidade que aquele indivíduo precisa são as garantias mínimas para que possamos avaliar: A Educação Inclusiva dá certo?

Mas não é possível esperar que todas as condições estejam favoráveis para que o acesso e a garantia dos direitos destes estudantes se façam presentes. E encontramos neste percurso muitos exemplos de superação e lições sobre o que é ser inclusivo.

 E são as crianças, nossa futura geração, são as que trazem o maior número de ações que ensinam e transmitem esperança. 

Eu vivi várias histórias neste sentido, mas uma em especial marcou minha carreira e gostaria de dividir com vocês. Neste vídeo conto um pouco sobre o privilégios de aprender com as crianças e sua generosa capacidade de ir além de nossos preconceitos e teorias.